Reforma trabalhista não traz emprego de volta!

Ao contrário do que o governo Michel Temer tem divulgado,mudanças nas CLT gera precarização do trabalho.
 
A classe trabalhadora não pode se enganar com as mudanças nas leis trabalhistas, aprovadas no mês de julho pelo presidente não eleito Michel Temer. Ao contrário que o governo defende, a Reforma Trabalhista não significa geração de novos empregos, mas sim retirada de direitos conquistados por meio de muita luta. 
 
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o desemprego atinge cerca de 14 milhões de pessoas no Brasil, país que já viveu a era do pleno emprego nos Governos Lula e Dilma.
 
A Reforma mexe em mais de 200 artigos da CLT. Salários baixos; trabalhos sem remuneração; jornada de até 12h; grávidas em trabalhos insalubres; enfraquecimento da Justiça do Trabalho; terceirização em todas as atividades da empresa. 
 
Permite ainda a redução do horário de almoço para 30 minutos, o trabalho intermitente, aquele em que só se recebe pelas horas trabalhadas, sem remuneração de férias, por exemplo. 
 
Além disso, acordos negociados entre empregados e empresas prevalecem sobre a CLT, enfraquecendo as entidades sindicais como representantes de proteção do interesse coletivo e fortalece a interferência do empregador.
 
Temer tenta empurrar a falsa esperança que essas medidas serão positivas. Mas não é verdade!  Elas reforçam o discurso dos patrões – “reduzir custos, aumentar investimentos”, isto é, frear as conquistas que o trabalhador vinha tendo.
 
A tal modernização das leis trabalhistas (ou flexibilização, como é chamada pelo governo) é injusta e vai trazer consequências cruéis para a população brasileira e aprofundar ainda mais as desigualdades sociais. 
 
Os trabalhadores precisam se unir e organizar formas de resistência com os sindicatos fortalecidos contra o fim dos seus direitos. Apenas com o povo na rua será possível barrar esse retrocesso. 
 
Por Luiz Claudio Marcolino

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