Avanço da febre amarela no Estado é descaso com a saúde da população

Apesar de não ter registros no Brasil da forma de transmissão urbana da febre amarela desde 1942, a população de São Paulo está apreensiva com o avanço inédito da doença. E não é por menos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) incluiu o estado na área de risco da doença.

Segundo novo balanço divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde no último dia 26, o número de mortes por febre amarela silvestre no estado paulista subiu para 52 desde janeiro do ano passado.  Ao todo, foram 134 casos confirmados de contágio da doença.

A prefeitura da capital considera toda a Zona Norte como área de risco por causa da morte de 85 macacos.

Esses números mostram a negligência dos governos de Michel Temer, Geraldo Alckmin e João Doria com a saúde pública. A falta de informações concretas do poder público e da mídia sobre prevenção e vacina fracionada tem tornado a situação caótica.

Além da campanha de vacinação tardia, outro exemplo desse descaso, é o sucateamento da Superintendência de Controle de Endemias (SUCEN), no Estado, que possui papel importante no combate de doenças transmitidas por vetores e seus hospedeiros intermediários, como é o caso da febre amarela. A Sucen ainda desenvolve atividades de informação, educação e comunicação para a população.

A superintendência está com quadro de funcionários reduzidos para atender todo o estado paulista. São apenas 595 trabalhadores de campo para 645 municípios em São Paulo.

Em 2016, Geraldo Alckmin não renovou o contrato de 500 trabalhadores temporários, responsáveis pelo combate dos mosquitos transmissores, e não houve contratação desde então. Há também problemas estruturais, como viaturas sucateadas e falta de materiais básicos.

Essa situação poderia ter sido evitada com gestão do orçamento público e planos de prevenção. Temer, Alckmin e Doria precisam parar de brincar com o povo.

Luiz Claudio Marcolino

Liderança Sindical

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